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O Chato

Alguns negam, outros não sabem. Alguns mais, outros menos. Todos somos chatos!

Nuance

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Pois é,

Uma das definições do Houaiss para Nuança (é isso aí. A gente entra com o verbete nuance e ele manda olhar nuança) é:
“diferença sutil entre coisas, mais ou menos similares, postas em contraste; matiz, sutileza”
O problema não é de cor, mas sim de nuança. Mesmo a serenidade tem nuanças. Pequenas diferenças sutis entre estados de espírito. É algo como, só para tentar utilizar um exemplo, a diferença entre a serenidade causada por um pôr-do-sol e uma lua cheia nascendo. É sutil, mas existe. E é difícil expressar isso num fundo de blog.
Não é para menos que eu pintava. Penso que é isso: está chegando a hora de retornar para os meus quadros. A música (a boa música, é claro) produz o mesmo efeito, mas, nesse caso, sou um zero à esquerda. Só sei ouvir e somente ouvir nem sempre basta.
Na pintura, cada pincelada expressa um momento particular e único, embora vá compor, com outras tantas, um quadro que produzirá sentimentos diferentes dos produzidos por cada uma das pinceladas. A pintura, assim com a música, é um dos tantos casos em que o todo é sempre maior que as partes.
Imagino que seja assim com quem sabe se expressar pela escrita. Imagino mais: imagino que criar uma personagem deve ser como dar pinceladas numa tela branca. Cheia de nuanças, cheia de contrastes, única dentre tantas outras. Assim como sei o que significa dar uma pincelada, imagino o prazer que deve sentir um escritor ao dar um toque de, digamos, ironia a sua personagem.
Enfim, divago.
Partamos para a prática. Doravante vou começar os posts com a reprodução de um quadro. Uma imagem. Talvez isso ajude a quebrar a monotonia de um fundo, seja ela qual for. Mais, talvez descubra o prazer de encontrar imagens serenas mas que apresentem nuanças em relação ao fundo.
O que poderá significar mudanças todos os dias: de quadro e de fundo.
Talvez Freud vá dizer, lá de seu túmulo: “Mas meu, mudar assim assim a toda hora é justo o oposto de serenidade”.
Ora, meu caro Freud – eu diria – a culpa é da mãe!

6 Comments

  1. 1) Apesar da predominância amarela, gostei!
    2) Mais do que “nuances”, adoro ler o que há por cima dessas suas cores…
    3) Não foi difícil chegar até os comentarios, foi???
    4) NÃO SÃO VERDADES! hahahahahaha.. A cabeça é que é fértil demais.

  2. Adorei o amarelo clarinho. Aquele mar estava meio agoniado. O mais importante é o que você escreve. Beijocas

  3. Ben tornato!
    A imagem se encaixa perfeitamente com o texto. Melhor achar a imagem certa, primeiro e escrever depois, ou você vai ficar maluco no google images, procurando a nuança certa. :)

  4. as nuances me dão paz… justamente por lembrarem que, no mundo, nada e nem ninguém é igual.
    Danuza Leão, em seu livro ‘Quase Tudo’, comenta que existem algo em torno de 100 tons de preto. até parece mentira… mas são só as nuances.
    beijos e bom final de semana!

  5. Afonso,
    tu és um artista! Portanto, tens a alma livre! Aha! Bem que eu andava desconfiada!
    Que prazer ler esse post! Diria que é “orgásmico” (adjetivo em voga nos Estados Unidos ultimamente)

  6. Claro-escuro, claro-enigma… nada como ‘nuançar’. Mas, às vezes, como diria Cruz e Souza: ‘sob o manto diáfano da fantasia, a nudez crua da verdade’… divaguei?

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