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O Chato

Alguns negam, outros não sabem. Alguns mais, outros menos. Todos somos chatos!

De como o uso dos pronomes faz bem aos ególatras.

| 2 Comments

Pois é,

Corolário: De como o uso dos pronomes é prejudicial para a sociedade.

Quem se dedica ao estudo das organizações humanas, sejam elas grupos, organizações econômicas, equipes, sociedades de pessoas, conversas de boteco e tantas mais, sabe bem o quanto o pronome “EU” é prejudicial.

Pouca gente (para não dizer muitas, no sentido contrário, e cair na generalização) é capaz de equilibrar a atuação na vida originada dos verbos, ser, pertencer e compartilhar. A razão é simples: somos ególatras. E não é por menos, pois somos únicos. E isso nos dá o sentido de propriedade de tudo quanto pensamos ou fazemos a partir do que pensamos. E se somos proprietários de uma ideia, nada mais natural que, mesmo pertencendo a uma equipe, ou sociedade de pessoas, etc., façamos questão de alardear isso para o mundo.

O direito autoral tem origem nisso, embora as particularidades econômicas de que se reveste uma obra.

Não há dúvidas de que ideias nascem de forma individual (mesmo que em várias cabeças ao mesmo tempo, pelo mundo afora). No entanto, a partir do momento em que essas ideias são compartilhadas para que possam “ganhar vida” e gerarem transformação no mundo, o que acontece depois pertence, também, aos que compartilharem essa ideia.

A não compreensão disso tem gerado efeitos devastadores principalmente nas organizações de produção, nas equipes de trabalho. A não compreensão disso nas organizações econômicas faz com que patrões expropriem empregados e chefes abusem de subordinados, desde imporem suas vontades apenas por serem donos ou chefes, até a mais atual manifestação de “poder”, o assédio moral. A não commpreensão disso nas sociedades de pessoas é mortal!

Para que as organizações humanas dêem certo, é necessário superar a egolatria que o pronome “eu” ajuda a fazer crescer: eu tive a ideia, eu faço isso, eu disse aquilo, isso é meu! É imprescindível a compreensão de que há uma diferença entre o “ter a ideia” e colocá-la em prática com a ajuda de outros. Outro deveria ser o pronome: o “nós”, ou nada mais fazemos que alimentar nosso ego. Mesmo que as ações sejam realizadas individualmente. O todo deve sempre falar mais alto que as partes.

Somos uma sociedade ególatra, infelizmente. O “EU SOU”, o “EU TENHO”, o “EU FAÇO”, …,  destroem qualquer possibilidade de organização humana, destroem qualquer equipe de trabalho. Está destruindo o mundo.

Pertencer a uma sociedade, seja de que tipo for, que tudo faz para que essa ideia tranforme o mundo, é compartilhar. E compartilhar é compreender que a cada momento e em todas as ações o pronome a ser usado é o “nós”.

Fora isso, é usar o pronome “eu” para alimentar a egolatria e prejudicar a sociedade. Ou até mesmo acabar com ela…

cqd.

2 Comments

  1. o cqd, no caso, pode ser traduzido como : ‘como queríamos demonstrar’
    abraços nossos

  2. Alguém ainda lembra disso, heheh abs

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