Pois é,
Se me perguntassem qual a maior invenção humana, não hesitaria em dizer: a calcinha. Infelizemente nem todas as mulheres sabem usar uma calcinha. O uso de uma calcinha ultrapassa o mero sentido de proteção. A calcinha separa o real do transcendente. O real do imaginário. E não deveriam ser tratadas com tanto decaso pelas mulheres.
Há cor, há textura, há cheiro, há forma! E há sensualidade, antes da sexualidade. E existem as combinações de tudo isso, que devem ser respeitadas, sob pena de as calcinhas serem apenas mais um produto de consumo, estimulado pela mídia. E de as mulheres se tornarem, elas próprias, em produto de consumo masculino.
Existem cinco aspectos que devem ser tratados para uma análise completa da calcinha: O visual, o tátil, o olfativo, o gustativo e, por incrível que possa parecer, o auditivo. Todos importantes, e que, juntos, definirão se a mulher sabe ou não a diferença entre uma calcinha e um pedaço de pano para segurar o absorvente.
O aspecto visual é um dos mais mal tratados pelas mulheres. Tamanho e forma da calcinha devem formar um conjunto harmonioso com o tamanho e forma da mulher. Nâo é o que se vê por ai. Como é moda, as mulheres, em geral, acabam por usar minúsculos modeilitos tapa-sexo, com uma tirinha enfiada na bunda, acabando em um ridículo triângulo que tapa a parte final das costas e vive pra fora das calças, dando uma trabalheira enorme para as mulheres, que ainda tem a cara de pau de reclamar que os homens olham. Ora, se fez a besteira de usar uma droga dessas, agora agüenta.
Isso tem um nome: vulgaridade. Mulheres que não atentam para a proporção e para a harmonia. Mas talvez não tenham culpa. Afinal, vivemos numa época vulgar, onde a moda nada mais faz do que despir a mulher de toda a sensualidade que lhe é natural, em prol de falsas sexualidade e independência. Basta olhar as adolescentes e adultas jovens: ridículas, simplesmente. E não deveriam ser, pois vivem a melhor fase do corpo. Como ridículas são as mulheres que saem por aí “na moda”. A calcinha reflete isso.
“Isso tem um nome: vulgaridade…”
Vulgares também são aquelas mulheres que já vão logo tirando as calcinhas, sem esperar que o homem a admire. Não importa se a mulher é “feia” de corpo: havendo proporção e harmonia qualquer uma poderá ser a mais sensual do mundo. Desde que saiba usar! E mostrar!
E o que dizer da cor? Novamente, as indústrias ávidas por vender qualquer pedaço de pano, desenvolvem (e vendem) conceitos completamente absurdos. Dizer que usar uma calcinha vermelha transforma qualquer mulher em uma ninfomaniaca que irá destruir seu parceiro após uma noite de sexo selvagem é o mesmo que chamar as mulheres de “tontas que acreditam em papai noel”. A cor da calcinha dever estar em harmonia com a cor da pele. E nem todas as peles combinam com o vermelho, ou com o preto.
Não há cena mais horrível do que uma branquela que nunca foi à praia – ou quando vai, usa fator 50, na sombra – usando uma calcinha vermelha ou preta. Ou então uma morena linda de doer, mas de calcinha azul! Se for do tipo tapa-sexo então…
A exceção fica para as situações em que a combinação vestido-calcinha exige que ambos sejam da mesma cor. Ou, então, quando a transparência assim o exige. A transparência é outra coisa muito mal utilizada pelas mulheres hoje em dia.
A transparência não foi feita para mostrar; foi feita para esconder. E do escondido gerar o vislumbre. Eis a chave: vislumbrar! Vislumbrar é alçar o vôo da imaginação. E o que se vê por aí? Bundas de fora com um fiozinho enfiado no rego, por trás de vestidos que se vendem por transparentes. Vulgaridade, nada mais que isso.
Por fim, calcinhas com coisas escritas ou desenhos estampados, do tipo “me coma ou te devoro!” ou similares, é o fim da picada. Deveriam ter sua fabricação proibida por lei.
Sem comentários.
Harmonia entre forma, cor e tamanho. Um visual harmonioso ilumina qualquer mulher.
Na seqüência: o tato.
26/12/2011 at 09:00
A calcinha não é a melhor coisa do mundo, mas está bem perto.
27/12/2011 at 23:10
É essa mania de reaproveitamento!! De uma fazem duas
Feliz 2012!!
28/12/2011 at 05:43
Foi “a pedidos” heheh