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	<title>O Chato</title>
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	<description>Alguns negam, outros não sabem. Alguns mais, outros menos. Todos somos chatos!</description>
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		<title>Amazônia, setembro de 1946</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 17:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu posso ser chato mas...]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[O que eu penso sobre...]]></category>
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		<description><![CDATA[Pois é, Vez por outra pego algum exemplar da minha coleção de &#8220;antigas&#8221; (desde fev/42) da Seleções do Reader&#8217;s Digest para as costumeiras leituras de banheiro. Pois ontem selecionei, aleatoriamente, a de setembro de 1946. Em meio ao monte de &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2012/03/11/amazonia-setembro-de-1946/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p>Pois é,</p>
<p>Vez por outra pego algum exemplar da minha coleção de &#8220;antigas&#8221; (desde fev/42) da Seleções do Reader&#8217;s Digest para as costumeiras leituras de banheiro. Pois ontem selecionei, aleatoriamente, a de setembro de 1946. Em meio ao monte de páginas dedicadas à propaganda, encontro essa:</p>
<p><a href="http://ochato.opsblog.org/2012/03/11/amazonia-setembro-de-1946/amazonia1946/" rel="attachment wp-att-1320"><img class="aligncenter size-large wp-image-1320" src="http://ochato.opsblog.org/files/2012/03/amazonia1946-722x1024.jpg" alt="" width="620" height="879" /></a></p>
<p>Bons tempos em que o &#8220;o esforço do homem amazonense está vencendo a selva brava e construindo, ali, uma admirável civilização em plena zona equatorial&#8230;&#8221;. Em setembro desse ano, o anúncio fará 66 anos.</p>
<p>&#8220;Como o homem amazonense, vencedor na luta pela evolução&#8230;&#8221; na época, preferia Melhoral, mas e hoje? Hoje parece que sequer o Melhoral resolve as dores de cabeça que a Amazônia causa em todos os brasileiros (e até nos &#8220;não tanto assim&#8230;&#8221;). Não fui olhar exemplares anteriores, mas imagino que a propaganda deva ter sido veiculada bemantes de setembro de 1946.</p>
<p>A pergunta que me faço é: por que cargas d&#8217;água um remédio para dor de cabeça utilizava, em 1946, a amazônia e seu povo, como exemplo? Teria sido uma premonição de Belo Monte e da dor de cabeça que ela anda causando nos que são contra a sua construção?</p>
<p>E por que uma &#8220;admirável civilização em plena zona equatorial&#8221; precisaria de remédios para dor de cabeça? Sempre imaginei que uma civilização dessas não sofreria desses males&#8230;</p>
<p>Então tá, né? Deixemos a Amazônia aos cuidados do Melhoral&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Pequeno Tratado do Chato sobre as Calcinhas &#8211; Tomo II, Vol I</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 22:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que eu penso sobre...]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras]]></category>
		<category><![CDATA[calcinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é, Fatos são fatos e com fatos não se discute. João morreu. É fato, não há o que discutir. Pode-se, até, debater a forma como ele morreu, mas não o fato de que João está morto. Assim, partimos de &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2012/01/03/pequeno-tratado-do-chato-sobre-as-calcinhas-tomo-ii-vol-i-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Pois é,</p>
<p>Fatos são fatos e com fatos não se discute. João morreu. É fato, não há o que discutir. Pode-se, até, debater a forma como ele morreu, mas não o fato de que João está morto. Assim, partimos de três fatos:</p>
<p>(1) O olfato humano é capaz de discernir mais de 10 mil cheiros diferentes. O olfato salvou a humanidade. As informações recebidas pela mucosa nasal, e que por via de uma estrutura chamada bulbo olfatório são transmitidas ao cérebro, são processadas muito mais rapidamente que os estímulos visual e auditivo. Foi o cheiro que permitiu aos humanos (e ao animais em geral) distinguir, na natureza, o que era comestível do que não era e, portanto, não apenas garantir a sua sobrevivência, como desenvolver todo um sistema econômico-exploratório baseado na agrucultura-da-propriedade-privada-da-terra. Donde se poderá concluir, em capítulo próprio, ao final deste pequeno tratado, que calcinhas e propriedade privada são fenômenos históricos intimamente ligados;</p>
<p>(2) Calcinhas respiram. Sim, meninas, elas respiram tanto quanto vocês. E mais, transpiram!</p>
<p>(3) Experimentos científicos já demonstraram que o cheiro é determinante na escolha do parceiro sexual e, como diz Susan Schiffman, da Universidade Duke: &#8220;um casal pode sobreviver a toda sorte de diferenças, mas quando um deixa de gostar do cheiro do outro o relacionamento está arruinado&#8221;.</p>
<p>Aí começam alguns problemas. O primeiro deles é o perfume. Mulheres, induzidas tão somente pela indústria, derramam-se, diariamente, gotas e mais gotas de perfume (isso quando não espargem pelo corpo inteiro), impedindo, dessa forma, que os homens percebam, desde logo, se haverá compatibilidade (histocompatibilidade) ou não.</p>
<p>Impedidos de sentir o cheiro da mulher, os homens caem como patinhos, levados, como nos desenhos animados, pelas ondas flutuantes de um cheiro artificial. Sim, pois apesar de poder distinguir mais de 10 mil cheiros, os perfumes são feitos com substâncias especiais que anulam essa capacidade, em especial nos homens.</p>
<p>Mas toda verdade tem sua hora. E a hora é aquela. De nada adiantará ter aprendido as lições dos volumes I e II, do Tomo I, deste Pequeno Tratado, porque depois de sentir a calcinha com o tato, chega a hora de sentí-la com o olfato. Que precede, na verdade, em poucos segundos, a prova do sabor.</p>
<p>Mas esses poucos segundos são determinantes. Equivalem ao levantar a tampa da panela. É nesse pouco tempo que decidiremos se vamos comer ou não aquela bela comida que ali se encontra. A comparação é por demais óbvia para que nos estendamos nela. É o olfato que nos faz comer e, portanto, sobreviver. Ou garantir a sobrevivência da espécie.</p>
<p>E é aí que a calcinha se torna importante. Os mais experientes poderão pular esse parágrafo. No entanto, é muito recomendável para os que se iniciam na lide. Após as carícias com a mão e dedos, deve-se fazer o mesmo procedimento com a boca. Sempre com a calcinha posta. O que foi dito para os dedos, faz-se com os lábios e a língua. Mas isso é assunto para o próximo volume. O grande problema é que, antes da boca chegar, o nariz chega primeiro.</p>
<p>Rendas e lycra respiram infinitamente menos que o algodão. Em compensação, absorvem muito mais o cheiro dos produtos utilizados na sua lavagem. E impedem a transpiração. Logo, são altamente acumuladores dos cheiros femininos, que, como é sabido, se não chegam aos 10 mil, em algumas anda próximo. A indústria, no entanto, lança milhares de produtos &#8220;especiais&#8221; para lavar calcinhas. Se já compraram joguem fora. Apenas &#8211; e tão somente &#8211; utilize água e sabão neutro.</p>
<p>Nela também. Só assim é possível fazer valer o dito popular &#8220;lavou, tá nova!&#8221; Quanto mais freqüentes as lavagens melhor. As mulheres levam de tudo na bolsa, menos o mais importante: uma pequana necessaire de plástico contendo uma toalhinha e um sabonete neutro. Para quem passa o dia no trabalho e quer estar sempre pronta para aquela rapidinha de surpresa no elevador, este é um item indispensável.</p>
<p>Pena que a indústria da construção civil, no afã de aumentar seus lucros pela diminuição do espaço comercializado nos apartamentos, a primeira coisa que fez foi eliminar uma das peças mais importantes que a humanidade já inventou: o bidê!</p>
<p>Sábias eram nossas avós, que se utilizavam do bidê para os não menos famosos &#8220;banhos de assento&#8221;. Para os mais jovens, publico aqui uma foto raríssima de um exemplar:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://ochato.opsblog.org/2012/01/03/pequeno-tratado-do-chato-sobre-as-calcinhas-tomo-ii-vol-i-2/bide1/" rel="attachment wp-att-1305"><img class="aligncenter size-full wp-image-1305" src="http://ochato.opsblog.org/files/2012/01/bide1.jpg" alt="" width="160" height="160" /></a>&#8220;Aparelho em extinçao&#8230;&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quer que o fato (3) aconteça com você? Não? Então use algodão, água e sabão neutro&#8230;</p>
<p>Na seqüência: o paladar.</p>

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		<title>Pequeno Tratado do Chato sobre as Calcinhas &#8211; Tomo I, Vol II</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 22:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que eu penso sobre...]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras]]></category>
		<category><![CDATA[calcinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é, Depois de admirar longa e calmamente a harmonia da forma e da cor, ritmados, forma e cor, pelos movimentos suaves da mulher, o vivente deve saber tocar numa calcinha. E novamente aqui a harmonia é fundamental. Não se &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/12/28/pequeno-tratado-do-chato-sobre-as-calcinhas-tomo-i-vol-ii-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Pois é,</p>
<p>Depois de admirar longa e calmamente a harmonia da forma e da cor, ritmados, forma e cor, pelos movimentos suaves da mulher, o vivente deve saber tocar numa calcinha. E novamente aqui a harmonia é fundamental. Não se pode deslizar as mãos pelas costas macias de uma mulher e se deparar, de uma hora para outra, com uma lixa tapando a bunda. Donde se conclui, já para excluir qualquer possibilidade de discussão, que as calcinhas com, ou de, rendas são absolutamente descartáveis, desnecessárias na vida de uma mulher. Proibitivas até.</p>
<p>O tecido da calcinha também deve combinar com a pele. O toque deve transmitir maciez. A mesma maciez da pele, sem solução de continuidade. O tecido deve possibilitar a percepção da junção entre a forma feminina e a maciez. Forma e maciez devem ser sentidas como uma coisa só.</p>
<p>A mão deve deslizar suavemente, sentindo a textura dos pelos e do volume que se escondem por baixo da calcinha. O tecido deve permitir que, ao se passar o dedo levemente, sinta-se as ondulações naturais, as nuances entre-lábios e, destes, a pulsação causada pela excitação.</p>
<p>Ora, tudo isso irá causar o fenômeno popularmente conhecido como “viu como eu estou molhadinha?”. A secreção de líquidos é como uma digital: cada mulher tem a sua. Umas mais, outras menos; umas mais viscosas, outras menos. O tecido da calcinha deve permitir a absorção na medida certa e ser permeável o suficiente para aguçar a percepção de maciez, eliminando de vez a diferença entre o corpo e o tecido. Nesse momento calcinha e mulher fundem-se.</p>
<p>As melhores são as de algodão. Suaves ao toque, conformam-se à geografia feminina. Por isso devem ser justas, no tamanho certo. Há também as com lycra. A lycra ressalta os volumes, as aparências e despertam a fantasia. Não sabemos o que há por baixo. E nem deveríamos saber. Calcinhas de lycra exigem maior perícia de quem as acaricia.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://ochato.opsblog.org/2011/12/28/pequeno-tratado-do-chato-sobre-as-calcinhas-tomo-i-vol-ii-2/6a-2/" rel="attachment wp-att-1293"><img class="aligncenter size-full wp-image-1293" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/12/6a1.jpg" alt="" width="250" height="183" /></a>&#8220;As melhores são as de algodão&#8221;</p>
<p>Há que se cuidar, no entanto, com a digital feminina. Para cada nível de excitação e viscosidade, há um tecido certo: algodão para as volumosas e densas, lycra para as contidas. E para isso há uma razão: o algodão absorve mais que a lycra. Logo, mulheres com pouca lubrificação devem mantê-la: a lycra favorece isso, mas que o algodão.<br />
Mas cuidado, a lycra não deve ser usada durante o dia todo, pois irá prejudicar o próximo aspecto: o olfato. Calcinhas de lycra devem ser reservadas para uso apenas nos momentos aqueles.</p>
<p>Na sequência: olfato!</p>

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		<title>Pequeno Tratado do Chato sobre as Calcinhas &#8211; Tomo I, Vol I</title>
		<link>http://ochato.opsblog.org/2011/12/25/pequeno-tratado-do-chato-sobre-as-calcinhas-tomo-i-vol-i-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 21:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que eu penso sobre...]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras]]></category>
		<category><![CDATA[calcinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é, Se me perguntassem qual a maior invenção humana, não hesitaria em dizer: a calcinha. Infelizemente nem todas as mulheres sabem usar uma calcinha. O uso de uma calcinha ultrapassa o mero sentido de proteção. A calcinha separa o &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/12/25/pequeno-tratado-do-chato-sobre-as-calcinhas-tomo-i-vol-i-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Pois é,</p>
<p>Se me perguntassem qual a maior invenção humana, não hesitaria em dizer: a calcinha. Infelizemente nem todas as mulheres sabem usar uma calcinha. O uso de uma calcinha ultrapassa o mero sentido de proteção. A calcinha separa o real do transcendente. O real do imaginário. E não deveriam ser tratadas com tanto decaso pelas mulheres.</p>
<p>Há cor, há textura, há cheiro, há forma! E há sensualidade, antes da sexualidade. E existem as combinações de tudo isso, que devem ser respeitadas, sob pena de as calcinhas serem apenas mais um produto de consumo, estimulado pela mídia. E de as mulheres se tornarem, elas próprias, em produto de consumo masculino.</p>
<p>Existem cinco aspectos que devem ser tratados para uma análise completa da calcinha: O visual, o tátil, o olfativo, o gustativo e, por incrível que possa parecer, o auditivo. Todos importantes, e que, juntos, definirão se a mulher sabe ou não a diferença entre uma calcinha e um pedaço de pano para segurar o absorvente.</p>
<p>O aspecto visual é um dos mais mal tratados pelas mulheres. Tamanho e forma da calcinha devem formar um conjunto harmonioso com o tamanho e forma da mulher. Nâo é o que se vê por ai. Como é moda, as mulheres, em geral, acabam por usar minúsculos modeilitos tapa-sexo, com uma tirinha enfiada na bunda, acabando em um ridículo triângulo que tapa a parte final das costas e vive pra fora das calças, dando uma trabalheira enorme para as mulheres, que ainda tem a cara de pau de reclamar que os homens olham. Ora, se fez a besteira de usar uma droga dessas, agora agüenta.</p>
<p>Isso tem um nome: vulgaridade. Mulheres que não atentam para a proporção e para a harmonia. Mas talvez não tenham culpa. Afinal, vivemos numa época vulgar, onde a moda nada mais faz do que despir a mulher de toda a sensualidade que lhe é natural, em prol de falsas sexualidade e independência. Basta olhar as adolescentes e adultas jovens: ridículas, simplesmente. E não deveriam ser, pois vivem a melhor fase do corpo. Como ridículas são as mulheres que saem por aí &#8220;na moda&#8221;. A calcinha reflete isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://ochato.opsblog.org/2011/12/25/pequeno-tratado-do-chato-sobre-as-calcinhas-tomo-i-vol-i-2/calcinha01/" rel="attachment wp-att-1273"><img class="size-full wp-image-1273 aligncenter" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/12/calcinha01.jpg" alt="" width="228" height="158" /></a>&#8220;Isso tem um nome: vulgaridade&#8230;&#8221;</p>
<p>Vulgares também são aquelas mulheres que já vão logo tirando as calcinhas, sem esperar que o homem a admire. Não importa se a mulher é &#8220;feia&#8221; de corpo: havendo proporção e harmonia qualquer uma poderá ser a mais sensual do mundo. Desde que saiba usar! E mostrar!</p>
<p>E o que dizer da cor? Novamente, as indústrias ávidas por vender qualquer pedaço de pano, desenvolvem (e vendem) conceitos completamente absurdos. Dizer que usar uma calcinha vermelha transforma qualquer mulher em uma ninfomaniaca que irá destruir seu parceiro após uma noite de sexo selvagem é o mesmo que chamar as mulheres de &#8220;tontas que acreditam em papai noel&#8221;. A cor da calcinha dever estar em harmonia com a cor da pele. E nem todas as peles combinam com o vermelho, ou com o preto.</p>
<p>Não há cena mais horrível do que uma branquela que nunca foi à praia &#8211; ou quando vai, usa fator 50, na sombra &#8211; usando uma calcinha vermelha ou preta. Ou então uma morena linda de doer, mas de calcinha azul! Se for do tipo tapa-sexo então&#8230;</p>
<p>A exceção fica para as situações em que a combinação vestido-calcinha exige que ambos sejam da mesma cor. Ou, então, quando a transparência assim o exige. A transparência é outra coisa muito mal utilizada pelas mulheres hoje em dia.</p>
<p>A transparência não foi feita para mostrar; foi feita para esconder. E do escondido gerar o vislumbre. Eis a chave: vislumbrar! Vislumbrar é alçar o vôo da imaginação. E o que se vê por aí? Bundas de fora com um fiozinho enfiado no rego, por trás de vestidos que se vendem por transparentes. Vulgaridade, nada mais que isso.</p>
<p>Por fim, calcinhas com coisas escritas ou desenhos estampados, do tipo &#8220;me coma ou te devoro!&#8221; ou similares, é o fim da picada. Deveriam ter sua fabricação proibida por lei.</p>
<p>Sem comentários.</p>
<p>Harmonia entre forma, cor e tamanho. Um visual harmonioso ilumina qualquer mulher.</p>
<p>Na seqüência: o tato.</p>

]]></content:encoded>
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		<title>Triste sina a da nossa educação!</title>
		<link>http://ochato.opsblog.org/2011/11/27/triste-sina-a-da-nossa-educacao/</link>
		<comments>http://ochato.opsblog.org/2011/11/27/triste-sina-a-da-nossa-educacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 21:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chutando o pau da barraca...]]></category>
		<category><![CDATA[O que eu penso sobre...]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Bem dizem os sábios que uma imagem vale mais que mil palavras. É o caso dessa aí em cima. Bastaria por si só, não fossem os espíritos de porco soltos pelo mundo. E me pego a ter que escrever ao &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/11/27/triste-sina-a-da-nossa-educacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://ochato.opsblog.org/2011/11/27/triste-sina-a-da-nossa-educacao/educacao01/" rel="attachment wp-att-1251"><img class="aligncenter size-full wp-image-1251" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/11/educa%C3%A7%C3%A3o01.jpg" alt="" width="563" height="334" /></a>Bem dizem os sábios que uma imagem vale mais que mil palavras. É o caso dessa aí em cima. Bastaria por si só, não fossem os espíritos de porco soltos pelo mundo. E me pego a ter que escrever ao menos algumas quantas coisas sobre o que ela representa. E sem selecionar ordem de importância, pois todas o são.</p>
<p>Como sou geminiano, e acreditei no Bauman quando ele disse que sou &#8220;líquido&#8221;, contrario meus dizeres para desdizer que, sim, há algo mais importante dentre tudo na imagem: o produto de 40 anos de uma deliberada construção de inversão de valores. Vejamos alguns, dentre milhares:</p>
<p>1) Não que eu defenda que o de &#8220;antigamente&#8221; seja mais ou melhor do que o &#8220;atual&#8221;. Não é isso. Mas antigamente havia, na educação, a preocupação com o respeito aos &#8220;professores&#8221;, aos &#8220;mais velhos&#8221; e aos &#8220;próprios pais&#8221;. Careta, eu sei, falar disso hoje em dia. Mas a verdade é que tudo começou com a introdução de que &#8220;respeito&#8221; não significava &#8220;senhoria&#8221;. Ou vice versa.</p>
<p>Daí para que professor@s passassem a ser chamad@s de tios e tias foi um pulo. E não faltaram psis para aparecerem na televisão defendendo que tudo isso significava uma &#8220;aproximação&#8221; entre pais e filhos, entre professores e alunos&#8230; etc. Toda uma nova psicologia foi &#8220;desenvolvida&#8221; tendo como foco &#8211; apesar das negativas dos que apareciam na tv e escreviam nos jormais &#8211; a liberdade. Filhos são livres desde que nascem e não podem sofrer qualquer constrangimento. Na esteira do ECA &#8211; Estatuto da Criança e do Adolescente &#8211; surgiram os oportunistas da vez, amparados por uma mídia interessada em desenvolver uma geração acrítica, pronta para consumir tudo o que lhes fosse anunciado.</p>
<p>Chegamos ao cúmulo de ter lei que penaliza pais que dão &#8220;palmada&#8221; nos filhos. Um monte de psicólogos e pedagogos (e que acabam fazendo da psicologia, da pedagogia e da astrologia espécies do mesmo gênero e muito próximas, a chutologia&#8230;), impõe, sob os auspícios já citados, modismos que nos levaram a</p>
<p>2) que os filhos se impussessem perante os pais, agora enfraquecidos e que nada podem fazer. Não tendo como reagir, pais ajudam filhos a se tornarem agressivos. Não é à toa o aumento do número de casos de alunos agredindo professores. Pais vão às escolas cobrar dos professores ao invés de antes cobrar dos filhos. Se engana quem pensa que a imagem de 2011 é apenas uma charge&#8230;</p>
<p>3) Professores acuados e mal pagos podem fazer o quê? Nada! Boa parte se desestimula e não faz mais do que &#8220;cumpri tabela&#8221; em sala de aula. E o círculo vicioso dá mais uma volta, diminuindo mais ainda a qualidade do ensino e a capacidade do sistema de formar agentes críticos&#8230;</p>
<p>4) E aí aparecem os defensores dos &#8220;direitos humanos&#8221; para se juntar a horda.</p>
<p>5) O resultado, antes que isso se torne um texto demasiado longo &#8211; e sabemos que uma das coisas desenvolvidas nos últimos anos foi a incapacidade de leitura -, é que somo, hoje, uma sociedade permissiva onde o único valor é &#8220;o meu valor&#8221;. Vivo conforme a minha vontade e não mais de acordo com valores sociais. Daí que somos campões em muitas coisas ruins&#8230;</p>
<p>É uma pena&#8230; Triste sina a da nossa educação!</p>

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		<title>3º bookcrossing</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 22:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é, A ideia dispensa comentários. É da Luma, basta. Deixar um livro &#8220;por aí&#8221; para que outra pessoa possa &#8220;achar&#8221; e aproveitar. Como estaria viajando no dia programado, hoje 08/11, resolvi deixar um livro em alguma dessas paradas de &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/11/08/3%c2%ba-bookcrossing/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Pois é,</p>
<p>A ideia dispensa comentários. É da <a href="http://luzdeluma.blogspot.com/2011/11/3-edicao-do-bookcrossing-blogueiro.html" target="_blank">Luma</a>, basta. Deixar um livro &#8220;por aí&#8221; para que outra pessoa possa &#8220;achar&#8221; e aproveitar.</p>
<p>Como estaria viajando no dia programado, hoje 08/11, resolvi deixar um livro em alguma dessas paradas de ônibus que existem nas estradas.</p>
<p>Pois bem, deixei no belvedere que existe um pouco antes da cidade de Guaporé, no Rio Grande do Sul. Aproveitei que lá existe uma capelinha e deixei que o santo cuidasse da &#8220;entrega&#8221;. Olha aí:</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1232" href="http://ochato.opsblog.org/2011/11/08/3%c2%ba-bookcrossing/2011-11-08-12-50-37/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1232" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/11/2011-11-08-12.50.37-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-1233" href="http://ochato.opsblog.org/2011/11/08/3%c2%ba-bookcrossing/2011-11-08-12-50-43/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1233" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/11/2011-11-08-12.50.43-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-1234" href="http://ochato.opsblog.org/2011/11/08/3%c2%ba-bookcrossing/2011-11-08-12-51-10/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1234" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/11/2011-11-08-12.51.10-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>

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		<title>Carta aberta para minha criança!</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 22:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autobiografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernanda, minha filha. Não me canso de ver e rever, na memória, aquele dia quem que aparecestes para mim. Estávamos sentados, tua mãe e eu, no chão. Tua mãe encostada no sofá. Conversávamos amenidades &#8211; sim, houve um tempo de &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/10/12/carta-aberta-para-minha-crianca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a rel="attachment wp-att-1223" href="http://ochato.opsblog.org/2011/10/12/carta-aberta-para-minha-crianca/fernanda_escosteguy-225x300/"><img class="alignleft size-full wp-image-1223" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/10/fernanda_escosteguy-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Fernanda, minha filha.</p>
<p>Não me canso de ver e rever, na memória, aquele dia quem que aparecestes para mim. Estávamos sentados, tua mãe e eu, no chão. Tua mãe encostada no sofá. Conversávamos amenidades &#8211; sim, houve um tempo de amenidades entre eu e ela. Poucos, mas houve! &#8211; quando teu rosto apareceu, logo atrás do ombro direito da tua mãe. No momento foi um susto que minha mente racional logo tratou de explicar como reflexos da luz e suas sombras.</p>
<p>Enquanto escrevo, tento me lembrar do momento em que tua mãe me avisou que estava grávida. Desculpa, mas não lembro. Alias, da tua gestação só lembro de duas coisas: o desejo desenfreado da tua mãe por bergamotas (putz, a louca da tua mãe  acordava de madrugada querendo comer bergamota) e do dia em que, no banheiro, tua mãe começou a berrar: &#8220;Afonso! Tá escorrendo algo pelas minhas pernas!&#8221;</p>
<p>Mas se há algo que jamais vou esquecer &#8211; e pergunta para a tua mãe, que, por mais ódio que possa sentir por mim, há de admitir &#8211; é que todos os dias, sem falta, durante a gravidez, encostava minha cabeça na barriga e conversava contigo! Disso me orgulho, minha filha! E isso jamais hão de me tirar.</p>
<p>Naquela época eu era apenas um teórico em ter filhos. Sabia tudo dos livros. Não! Não pensa que isso era ruim, pois foi o que me levou a dizer: &#8220;vai nascer, corre!&#8221; Tua mãe, mais abobada que eu, ainda teve a ideia de perguntar: &#8220;corre pra onde?&#8221;.</p>
<p>Antes disso, tivemos uma breve discussão sobre qual seria teu nome. Nem me lembro se tua mãe chegou a sugerir algum. De cara coloquei, quando descobrimos que serias menina: Fernanda, Eduarda ou Cláudia! Cláudia não colou porque era o nome da filha de um sócio que eu tinha, na época, e que tua mãe, pra variar, detestava. Eduarda não pegou, também, porque tua mãe só aceitava se fosse Maria Eduarda. E eu não queria filha minha &#8220;Maria&#8221;. Nada contra, mas Maria é que nem Luiz, genérico pra pobre! (nada contra também!)</p>
<p>Só pode ter sido coisa tua, mais uma vez! Quando nascestes, não tinhas outra cara a não ser a cara de Fernanda!</p>
<p>Aliás, só eu vi teu rosto quando nasceste! Tua mãe mal pode te receber no colo, rapidamente. Era preciso te salvar da imperícia da médica. Já deves ter visto o filme que fiz inúmeras vezes. Sabes porquê te dei o filme? Porque não preciso dele para lembrar. Minha memória daqueles momentos são maiores que qualquer filme. Foi a primeira prova que tive de mim mesmo: tentar aceitar que procedimentos médicos deveriam ser superiores ao meu sentimento de pai ao ver a filha quase morrendo e não podendo fazer nada.</p>
<p>Impotência. Primeira grande lição que me trouxeste na vida: a impotência. Sentimento que logo depois, ao estar sozinho no quarto do hospital, senti da maneira mais profunda que jamais poderia imaginar. Sem forças em mim, telefonei para meu irmão e pedi: &#8220;vem aqui e me ajuda. Não sei se minha filha está morta ou não! Estou sozinho!&#8221;</p>
<p>Quando ele chegou e relatei tudo, pedi que fosse ver o que estava acontecendo. Não tive coragem de, sozinho, ver o que tinha acontecido contigo. Ele só disse: &#8220;É a tua filha, vai lá!&#8221;</p>
<p>Não tenhas dúvida, minha filha, que esse foi o pior &#8211; ou quiçá o maior &#8211; momento da minha vida. Descer aquelas escadas sem saber se estavas viva ou morta, é algo de que me lembro até hoje, degrau por degrau. Não acreditava que tinhas aparecido para mim apenas para me dizer que serias breve na minha vida! Sempre me achei forte, mas desci chorando, como choro ainda agora, até te ver naquela mostruosa incubadora. Não fazes ideia do que eu vi: teu coraçãozinho quase saltava para fora do corpo, de tão acelerado que estava. Tua cabeça e teu corpo envoltos por fios&#8230;</p>
<p>Mas estavas viva. Aquele rosto que eu tinha visto era o teu. Era a força que eu tinha. A força que me fez chamar os prímos, médicos, que deram um jeito de te tirar daquele hospital e te levar para uma uti neonatal descente. Cinco dias até conseguir isso. Cinco dias em que tua mãe ficou internada em consequência da má operação. E ainda ficaste mais cinco dias na uti onde só eu podia entrar. Tua mãe só te viu sete dias depois que nasceste. E nesses dias eu estava ali. Te passava a mão pelo corpo na esperança de que um carinho te ajudasse. Te dei o primeiro banho, quando a médica liberou.</p>
<p>Te levei pra casa. Teu berço ficava do meu lado da cama. Dormias no meu colo quando tinhas dor. Fui eu que te embalei no carrinho quando não conseguias dormir. Eu trocava, lavava e passava tuas fraldas de pano. Eu te acompanhei na escola, nas festas. Eu te levava na Redenção. Quantas viagens fizemos juntos? Acampamentos? SC? RS? Tentei te proporcionar os melhores amigos que tive.</p>
<p>A segunda grande lição que me trouxeste na vida: entender que sou apenas um veículo. O veículo que escolheste para teres a oportunidade da tua vida. Não sei a razão da escolha, deves saber melhor que eu. Afinal, não devo ter sido o melhor pai do mundo.</p>
<p>Só guarda pra ti uma coisa, nena: do dia em que te vi antes de nasceres, até o dia que eu morrer, tentarei ser teu pai.</p>
<p>E me perdoa se errei tentando&#8230;</p>

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		<title>Os 7 Pecados Capitais da Comissão Nacional da Verdade. V – Ira</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 13:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras]]></category>
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		<description><![CDATA[IRA A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. Querendo agradar a gregos e troianos, a Comissão Nacional da Verdade apenas fará aumentar a ira de ambos. Se, &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/10/08/os-7-pecados-capitais-da-comissao-nacional-da-verdade-v-%e2%80%93-ira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p><a rel="attachment wp-att-1205" href="http://ochato.opsblog.org/2011/10/08/os-7-pecados-capitais-da-comissao-nacional-da-verdade-v-%e2%80%93-ira/ira/"><img class="alignleft size-full wp-image-1205" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/10/ira.jpg" alt="" width="323" height="215" /></a><strong>IRA</strong></p>
<p>A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança.</p>
<p>Querendo agradar a gregos e troianos, a Comissão Nacional da Verdade apenas fará aumentar a ira de ambos. Se, como é provável, não conseguir apurar nomes e responsabilidades, despertará a ira daqueles que esperam por ela para realizar seus desejos de vingança, ou apenas obter o corpo de algum familiar desaparecido. Se conseguir apurar algo de concreto e ainda por cima conseguir burlar as normas de sigilo, publicando nomes e responsabilidades, despertará a ira daqueles que haviam dado o assunto por &#8220;morto&#8221;desde 1979.</p>
<p>Traduzindo: a CNV pode se tornar uma bomba relógio, com tempo certo para fazer explodir a ira até agora reprimida. E sabe-se lá com quais consequências&#8230; Ou melhor, sabemos&#8230;</p>

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		<title>Os 7 Pecados Capitais da Comissão Nacional da Verdade. IV &#8211; Avareza</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 23:47:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[AVAREZA É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Mas existe também avareza por informação. (Wikipedia) Já vejo a cena: 7 avarentos em busca de qualquer informação que possa &#8220;esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/10/01/os-7-pecados-capitais-da-comissao-nacional-da-verdade-iv-avareza/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p><a rel="attachment wp-att-1192" href="http://ochato.opsblog.org/2011/10/01/os-7-pecados-capitais-da-comissao-nacional-da-verdade-iv-avareza/avareza_dante/"><img class="alignleft size-full wp-image-1192" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/10/Avareza_dante.jpg" alt="" width="250" height="318" /></a><strong>AVAREZA</strong></p>
<p>É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Mas existe também avareza por informação. (Wikipedia)</p>
<p>Já vejo a cena: 7 avarentos em busca de qualquer informação que possa &#8220;esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos&#8230;&#8221;.  Tudo isso irá produzir uma massa documental que somente estudantes de história terão &#8220;saco&#8221; para remexer, nas suas pesquisas para TCCs, dissertações ou teses.</p>
<p>E muito pouco haverão de encontrar que seja digno de ser chamado &#8220;direito à memória e à verdade histórica&#8221;.</p>
<p>Não sejamos ingênuos em pensar que quase tudo não tenha sido lançado ao fogo. Regra básica até hoje utilizada, até por mim: não se guarda documento comprometedor após cumprida a sua função.</p>
<p>Tem mais: a Comissão poderá &#8220;requisitar informações, dados e documentos de órgãos e entidades do Poder Público, ainda que classificados em qualquer grau de sigilo&#8221; (art. 4º, II). De que adiantará a requisição se não poderá cumprir o disposto no inciso IV do artigo 3º, isto é, encontrado um documento protegido por sigilo, não poderá a Comissão encaminhá-lo aos órgãos públicos competentes, pois o sigilo imperdirá.</p>
<p>Por fim, &#8220;os dados, documentos e informações sigilosos fornecidos à Comissão Nacional da Verdade não poderão ser divulgados ou disponibilizados a terceiros, cabendo a seus membros resguardar seu sigilo&#8221;. Suponho que esses &#8220;terceiros&#8221; não sejam os mesmos citados no artigo 3º, senão vai dar um nó na Comissão.</p>
<p>Aliás, o nó já está dado: as possibilidades da Comissão encontrar algo depois de tanto tempo e que possa realmente divulgá-las, são ínfimas. Como bons avarentos, deverão guardar para si o pouco que encontrarem.</p>

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		<title>Os 7 Pecados Capitais da Comissão Nacional da Verdade. III &#8211; Preguiça</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 00:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Alencastre Escosteguy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chutando o pau da barraca...]]></category>
		<category><![CDATA[O que eu penso sobre...]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrando tabus, paradigmas e outras frescuras]]></category>
		<category><![CDATA[Somos todos palhaços!]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[PREGUIÇA O preguiçoso, conforme o senso comum, é aquele indivíduo avesso a atividades que mobilizem esforço físico ou mental. De modo que lhe é  conveniente direcionar a sua vida a fins que não envolvam maiores esforços. (Wikipedia). Ao não eleger &#8230; <a href="http://ochato.opsblog.org/2011/09/28/os-7-pecados-capitais-da-comissao-nacional-da-verdade-iii-preguica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a rel="attachment wp-att-1183" href="http://ochato.opsblog.org/2011/09/28/os-7-pecados-capitais-da-comissao-nacional-da-verdade-iii-preguica/mafalda_preguica/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1183" src="http://ochato.opsblog.org/files/2011/09/mafalda_preguica-300x241.gif" alt="" width="300" height="241" /></a><strong>PREGUIÇA</strong></p>
<p>O preguiçoso, conforme o senso comum, é aquele indivíduo avesso a atividades que mobilizem esforço físico ou mental. De modo que lhe é  conveniente direcionar a sua vida a fins que não envolvam maiores esforços. (Wikipedia).</p>
<p>Ao não eleger a via do envio para o Poder Judiciário dos elementos probatórios colhidos sobre os crimes cometidos, a Comissão da Verdade optou por direcionar seus objetivos &#8220;a fins que não envolvam maiores esforços&#8221;. É sabido que certas normas, em não tendo caráter punitivo, ou a não previsão de futura punição, não servem para nada. Por óbvio não caberia à Comissão o papel de julgar e punir. Mas assim como está, na realidade é deixar o trabalho &#8220;para os outros&#8221;.</p>
<p>É interessante notar que a &#8220;Exposição de Motivos 14/2010 &#8211; SDH-PR/MD/MJ/MP&#8221;, de 30 de abril de 2010, cita, em seu item &#8220;5&#8243;, dois paradigmas, ou nas palavras &#8220;exemplos emblemáticos&#8221;: a <em>Comissión Nacional sobre la Desaparición de Personas</em>, da Argentina, e a <em>Truth ans Reconciliation Commission</em>, da África do Sul.</p>
<p>A comissão Argentina foi criada pelo &#8220;<a href="http://www.derechos.org/ddhh/arg/ley/conadep.txt" target="_blank">Decreto 187 del 15 de diciembre de 1983</a>&#8220;. Já em seu segundo artigo aponta: &#8220;<em>Art. 2 &#8211; Seran funciones especificas y taxativas de la Comision las siguientes:  a) recibir denuncias y pruebas sobre aquellos hechos y remitirlas imediatamente a la justicia si ellas estan reiacionadas con la presunta comision de delitos;</em>&#8230;&#8221;.</p>
<p>O informe final da comissão traz, nas <a href="http://www.desaparecidos.org/arg/conadep/nuncamas/477.html" target="_blank">recomendações</a>:</p>
<p>&#8220;<em>a) Que el organismo que sustituya a esta Comisión    acelere los trámites tendientes a remitir a la justicia la    documentación recogida durante la investigación    encomendada por el Poder Ejecutivo. b) Que el Poder Judicial se    aboque adecuadamente a la agilización de los    trámites investigativos y de comprobación de las    denuncias recibidas por esta Comisión.</em></p>
<p><em>d) Sancionar normas que tiendan a: </em></p>
<p><em>1. Declarar crimen de lesa humanidad la    desaparición forzada de personas.</em>&#8221;</p>
<p>Adianta citar &#8220;exemplos emblemáticos&#8221; e não seguí-los?</p>
<p>Outro aspecto importante, é quando se embasa uma Comissão no que está escrito no item 11, que &#8220;é imprescindível assegurar o resgate da memória e da verdade (&#8230;) <strong>de modo a evitar que os fatos apurados voltem a fazer parte da história de nosso país</strong>&#8220;. (grifo meu).</p>
<p>Quando há IMPUNIDADE, nada obsta a reiteração da prática criminosa, seja ela de que calibre for. Sabendo que nada poderá lhes acontecer, ambos os lados &#8211; e friso, ambos os lados da história- poderão repetir seus crimes quando bem lhes aprouver, seja por ditadura, seja por combate à ditadura. A falta da perspectiva da punição foi, quem sabe, o maior dos pecados daqueles que propuseram e aprovaram a Comissão.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, mas sequer citado em lugar algum: e a responsabilidade de todos quantos apoiaram, ajudaram e bancaram econômica, financeira e &#8220;midiaticamente&#8221; o que aconteceu, onde fica? Quantos e quantos hoje &#8220;grandes empresários&#8221;, dos mais variados ramos, não são responsáveis também por tudo, na medida em que, interessados que estavam, de tudo fizeram para que a ditadura se instalasse no país? Para que os crimes que a comissão agora se propõe a investigar fossem realizados?</p>
<p>E as &#8220;pessoas físicas&#8221;? Todos quantos silenciaram por concordância? Ou mesmo os que, no anonimato colaboraram?</p>
<p>Será que a esses a Comissão Nacional da Verdade vai alcançar? É, talvez seja melhor mesmo ser &#8220;avesso a atividades que mobilizem esforço físico ou mental&#8221;&#8230;</p>

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